Como Desenvolver a Intuição de Sherlock Holmes

Tempo de leitura: 18 minutos

O lendário detetive Sherlock Holmes cativa geração após geração com sua habilidade de desvendar os mistérios mais intrincados. Embora ele se apoie nos fatos e na lógica para resolver seus casos, a chave das suas capacidades investigativas reside na intuição. Assim como Sherlock, também você pode usar a intuição para ser um detetive no dia a dia. Desenvolver a intuição de Sherlock Holmes o ajudará a tomar decisões melhores na vida, sobretudo no que diz respeito aos relacionamentos interpessoais.

PARTE 1

EXPANDINDO SEU PODER DE OBSERVAÇÃO

1- Pratique a atenção plena. 

Trata-se da arte de absorver ao máximo o presente. Para tanto, você precisará focar-se no que acontece à sua volta sem cair na tentação de se distrair ou de se envolver em várias atividades simultaneamente. Se você quer ter a intuição de Holmes, tem de otimizar seu raciocínio exercitando a atenção plena.

  • Concentre-se na sua respiração. Passe a notar quando você inspira e quando expira. Existem aplicativos que ajudam a melhorar a respiração, como o Breathe ou o Pacifica.
  • Preste atenção ao que está fazendo, inclusive na rotina diária. Preste atenção ao ruído da casca do ovo se quebrando, sinta o gosto de hortelã no creme dental e o cheiro da chuva ao andar até o carro, note a suavidade do revestimento do volante, observe as folhas secas deslizando no estacionamento. Mergulhe em cada momento. Quando sua mente divagar, traga-a de volta para o presente.

2- Aguce os sentidos. 

Como os cinco sentidos ajudam a processar o mundo ao redor, é preciso que eles trabalhem em ótimo desempenho. Visão, audição, paladar, tato e olfato, como qualquer outra habilidade, têm de ser exercitados, e isso permite captar melhor o que acontece à sua volta. São os sentidos que capturam as pistas e instigam a intuição, tal qual nas histórias de Sherlock Holmes.

  • Aguce a audição escutando música instrumental em volume baixo. Esforce-se para separar os tipos de som e identificar os instrumentos.
  • Melhore o olfato fechando os olhos para concentrar-se nos cheiros. Para aumentar o repertório de aromas que você é capaz de reconhecer, pratique com produtos isolados, como café e óleos essenciais.
  • Para aprimorar o paladar, coma mais alimentos puros e integrais, concentrando-se no sabor de cada um.
  • Aguce a visão fazendo uma dieta rica em vitaminas, fazendo pausas quando passar muito tempo a olhar para telas e saindo ao sol. Você também pode fazer exercícios para os olhos, como rolar os olhos ou focar um determinado objeto.
  • E para melhorar o tato, empenhe-se em descrever a textura dos objetos que tocar. Compare e contraponha diferentes texturas.

3- Examine o mundo ao seu redor. 

Olhe todas as coisas através de uma lupa imaginária e assuma uma postura científica para com os elementos do cotidiano. Absorva as vistas, cheiros, sons e texturas da sua escola ou do seu local de trabalho. Observe o comportamento das pessoas reunidas em torno de um chafariz, tente prever quem pegará a última rosquinha. Analisando o mundo, você melhora seu poder de observação.

  • Comece reunindo informações sobre o ambiente e as pessoas que você vê todos os dias. Seja um observador passivo. Atreva-se a pequenas previsões dos próximos acontecimentos — por exemplo, quem tomará a palavra quando uma pergunta for feita ao grupo. Ampare suas previsões com evidências.

4- Observe as pessoas. 

Dedique-se a assistir às pessoas para ganhar experiência em captar trejeitos, hábitos e cacoetes. Faça-o a partir de um lugar como um banco de praça ou sentado à mesa de um café. Veja as pessoas que passarem em volta, catalogando tudo o que notar a respeito de cada uma delas.

  • Indague-se detalhes como: “Que café essa pessoa vai pedir?”, “Será que ela agirá com os amigos do mesmo modo que agiu antes de chegar aqui?”.
  • Exercite a habilidade de registrar a personalidade e o humor das pessoas.

5- Resolva quebra-cabeças. 

Aumente seus poderes de observação com quebra-cabeças cujo objetivo seja identificar as diferenças entre imagens, uma palavra oculta ou a saída de um labirinto. É preciso ter uma mente flexível para resolver mistérios com a facilidade de Sherlock Holmes, e quebra-cabeças o deixarão um passo mais perto desse objetivo.

  • Compre um livro de sudoku ou imprima palavras cruzadas disponibilizadas gratuitamente na internet.
  • Desafie-se a encontrar a saída de um labirinto em tamanho real. Vá sozinho para não contar com a ajuda de amigos para resolver o problema.

6- Observe os detalhes. 

Se você quer ter boa intuição, precisa se habituar a pegar detalhes. Quando chega a uma cena de crime, Holmes apercebe-se dos mínimos detalhes aos quais ninguém deu atenção. Ele só é assim porque exercitou essas habilidades, e você pode ser como ele se fizer o mesmo.

  • Teste seu poder de observação listando os detalhes que conseguir relembrar dos lugares em que esteve. Por exemplo. após voltar de um almoço num restaurante local, elenque tudo o que conseguir lembrar do estabelecimento: como era a decoração? E os uniformes dos garçons? Os pratos do cardápio? Da próxima vez que for ao restaurante, veja se a lista e as características do lugar batem. Continue a fazer esses testes para medir quão boa sua memória é para detalhes.

7- Escreva tudo. 

Mantenha um registro de suas impressões e faça novas adições a ele todos os dias. Não desanime caso você passe muito tempo nos mesmos lugares, pois essa é uma oportunidade de se desafiar a fazer novas observações.

  • Procure se concentrar nos mínimos detalhes. Você poderia contar as pessoas usando vermelho ou aquelas que têm consigo um guarda-chuva.
  • No caminho para casa ou para o trabalho, conte as pessoas que podem ser categorizadas de maneira semelhante. Se você usa o metrô, pode contar o número de pessoas jogando no telefone celular.
  • Na sala de espera do médico, poderia comparar o número de pessoas que leem as revistas disponibilizadas pelo consultório com o de pessoas que trazem algo para se distrair consigo.

PARTE 2

INTEPRETANDO AS PESSOAS

1- Interprete a linguagem corporal. 

Um indivíduo entrega muito de si mesmo pela linguagem corporal, o que o ajudará a distinguir as pessoas que têm boas intenções das que não têm. É possível identificar o que uma pessoa sente e prever como ela se comportará. Tão logo você domine essa arte, as pessoas o acharão um detetive comparável a Sherlock Holmes.

2- Pratique a escuta ativa. 

Boa parte das vezes que conversa com uma pessoa, você a escuta despreocupadamente, acenando com a cabeça para sinalizar que ela pode seguir com a conversa. Mas a escuta ativa exige um foco maior no que diz seu interlocutor, bem como na forma como isso é dito e no tom com que é expressado.

  • Abandone as distrações a fim de captar a fundo o que está sendo dito a você. Isso inclui largar o telefone e parar o que estiver fazendo.
  • Mantenha contato visual com seu interlocutor.
  • Concentre-se no que ele diz e não na resposta que você pretende dar.
  • Faça uma paráfrase do que foi dito pela outra pessoa antes de acrescentar suas opiniões.

3- Perceba quando alguém está mentindo. 

Ter uma boa intuição passa por ser capaz de reconhecer um mentiroso; portanto, saber como detectar uma mentira é essencial. Você precisa aprender a distinguir as verdades das mentiras.

  • Quem está a contar várias mentiras costuma cobrir o nariz e a boca. Pode também enrolar o cabelo com os dedos ou puxar o tecido das roupas.
  • Embora leve tempo, aprender a identificar microexpressões de desconforto no rosto da pessoa o ajudará a descobrir se ela está mentindo.
  • Veja se ela começa a suar inexplicavelmente. Estar suando numa sala com ar-condicionado, por exemplo, é sinal de que ela pode estar mentindo.
  • Atente à velocidade com que ela fala. Fala acelerada ou demorada demais também indica mentira.

4- Preveja o que os outros farão. 

Use suas habilidades para determinar como será o comportamento alheio. Por exemplo, você pode tentar imaginar quem vai esquecer o presente do amigo oculto da empresa, ou quem do seu grupo de trabalho será voluntário para fazer a próxima apresentação. Analisando melhor as outras pessoas, você poderá tomar as melhores decisões de acordo com as possíveis reações delas.

PARTE 3

APRIMORANDO A INTUIÇÃO

1- Aceite-a. 

Antes de poder empregar a intuição do mesmo modo que Holmes, você precisa entender que ela é uma fonte válida de informações. Há quem encare a intuição como pura ficção e recorra somente à lógica, mas, analisando-se os mistérios dos contos de Sherlock, é possível notar que o melhor é valer-se de ambas as faculdades. Como depende de treinamento e da capacidade de se colher informações, a intuição não é tão fantasiosa quanto parece: antes disso, é uma maneira de se chegar a hipóteses baseadas em conhecimento, na experiência e em detalhes.

  • Se bem praticada, a intuição permitirá que você tome decisões mais rapidamente, sem ter de se deter em cada mínimo detalhe, pois o cérebro cria uma rede de conexões que processa as informações por você. Como resultado, você chegará à decisão correta por puro hábito.

2- Seja objetivo. 

Só será possível se basear na sua intuição na medida em que você evitar julgamentos subjetivos. É fácil cair na armadilha da subjetividade quando se quer seguir o que dizem os “instintos”, mas se habituar a pensar objetivamente torna possível que você desvende segredos, tal como Sherlock.

  • Deixe-se guiar pelos fatos e não por suas opiniões. Por exemplo: se alguém roubou seu almoço, é tentador culpar alguém com quem você se desentendeu no passado, mas não tire conclusões apressadas. Os fatos podem oferecer uma resposta diferente.
  • Tenha uma mente aberta. Ouça as opiniões e visões dos outros para enxergar as coisas desde novas perspectivas. Todos nós vemos o mundo de um modo diferente, e há situações em que uma mudança de ponto de vista é necessária para que possamos permanecer objetivos.

3- Participe. 

Embora seja necessário limitar-se ao papel espectador às vezes, calibrar a intuição exige que você esteja envolvido com as pessoas à sua volta. Assim como Sherlock tem de avaliar as circunstâncias da cena do crime para chegar à solução do caso, você precisa se inserir no mundo para que possa elaborar julgamentos proveitosos a respeito dele.

  • Em vez de se colocar à parte das pessoas, assuma um papel ativo em sua vida a fim de ganhar uma experiência que dará mais flexibilidade à sua intuição.
  • Empenhe-se em realizar uma atividade todos os dias, ainda que pequena. Por exemplo, caminhar com um amigo, participar de uma partida informal de basquete, sentar-se num banco de parque para fazer rascunhos ou treinar um novo idioma.
  • Minimize o tempo que gasta com televisão.

4- Absorva o ambiente. 

Catalogue mentalmente as imagens e sons do entorno. As informações do que você tem ao redor de si o ajudarão a tomar melhores decisões, e o seu modo de reagir a alguém variará de acordo com o cenário.

  • Suponha que alguém esteja vindo em sua direção num shopping center: você pode simplesmente acenar e continuar andando. No entanto, caso alguém faça o mesmo num beco escuro, você talvez precise ficar alerta e manter distância.
  • Embora você não queira tirar conclusões precipitadas, conhecer o ambiente o ajudará a interpretar melhor a situação o ajudará a captar pistas com mais facilidade.

5- Minimize distrações. Para conquistar a intuição confiável de Holmes, você tem de se manter conectado com o mundo. Distrações como jogar no telefone impedem-no de absorver informações que podem alimentar sua intuição.

  • Durante duas semanas, analise o número de vezes que você cede a distrações — ver televisão durante o jantar, jogar no telefone no caminho para o trabalho, folhear uma revista ao falar com o amigo.

6- Seja cético. 

Embora isso pareça levá-lo pelo caminho oposto ao da intuição, um grau saudável de ceticismo impede-o de fazer conclusões baseadas em seus preconceitos. Para ser um bom cético, é preciso compreender suas próprias crenças e o modo como elas interferem no seu modo de reagir ao mundo, o que diminui suas chances de chegar a uma dedução enviesada.

  • Quando você tiver uma reação a algo ou alguém, pare um momento e pergunte-se por que se sente assim. Por exemplo: se você se sente desconfortável na presença do novo namorado de sua amiga, pergunte-se se isso tem a ver com ele ou com fatores externos. Ele lembra o seu ex-namorado? Você tem medo de perder a amiga?
  • Não aceite fofocas como verdadeiras imediatamente. Procure evidências e use-as para julgar a legitimidade dos rumores que você ouvir.

7- Pense de maneira criativa. 

Para ter a intuição afiada de Sherlock Holmes, é preciso ser um pensador criativo, crítico. Quem se apega a hábitos, resiste a mudanças e tenta encaixar em categorias todas as coisas do mundo pode não conseguir treinar a mente a captar e processar a realidade devidamente.

  • Faça exercícios para estimular a criatividade: mapas mentais, rascunhos, listas etc.
  • Vá a lugares diferentes. Leve um caderno a um café em que você nunca esteve ou vá caminhar numa paisagem natural.
  • Colabore com outras pessoas para criar ideias compartilhadas.
  • Faça uma atividade artística.
  • Varie a rotina para ganhar novas perspectivas.

8- Aprenda a executar uma tarefa de cada vez. 

Ser “multitarefas” é inimigo da intuição na medida em que distrai a mente e impede o foco no que se passa à sua volta. Sua mente tem de receber informações completas e precisas para chegar às conclusões corretas.

PARTE 4

USANDO A DEDUÇÃO

1- Entenda a dedução. 

A personagem de Sherlock Holmes esclarece os crimes seguindo princípios dedutivos — ou seja, baseia-se numa teoria estruturante para chegar a uma conclusão. As teorias de Sherlock são amparadas pelas conexões que ele faz entre os dados que extraiu do próprio conhecimento e daquilo que observou.

  • A dedução apoia-se no princípio de que todos os elementos de um grupo específico seguem as mesmas regras. Por exemplo: se todas as pessoas de uma sala de conferência ganharam algum prêmio em algum ponto da vida, daí se conclui que Tom também já foi premiado.

2- Elabore uma teoria. 

Um mestre da dedução baseia-se em evidências para criar teorias, das quais ele pode então tirar uma conclusão sólida.

  • Detecte padrões em sua vida. Preste atenção a estes detalhes: quem, o que, aonde, como, quando e por qual motivo. Por exemplo: registre tudo o que acontece na cafeteria do trabalho. Talvez você descubra que a única pessoa que faz café antes das 8:00 é a contadora do escritório, Lílian.
  • Faça generalizações a partir das evidências. De acordo com o padrão acima, pode-se inferir que todo café feito antes das 8:00 é de Lílian.
  • Seguindo essa teoria, se não há café após as 8:00, Lílian não veio trabalhar.

3- Teste sua teoria. 

Uma vez você tenha elaborado uma teoria a partir das generalizações, teste a confiabilidade dela. No exemplo acima, na próxima vez que passar das 8:00 e não houver café, você teria de checar se Lílian compareceu ao escritório.

4- Melhore suas capacidades de resolução de problemas. 

Só assim você poderá usar sua dedução para tomar decisões melhores. A dedução só será útil na medida em que você for capaz de conceber boas saídas para um problema.

  • Comece definindo o problema e compreendendo os fatos. Reúna e analise informações. Liste possíveis soluções, examinando as vantagens de cada uma.

5- Pense logicamente. 

É preciso exercitar o pensamento lógico para melhorar a intuição, pois ela apenas poderá fornecer respostas precisas depois que for treinada para reagir logicamente. Procure relações de causa e efeito.

  • Por exemplo: se sua colega bebe mais café às quintas-feiras, pergunte-se o que esse dia tem de diferente. Talvez ela fique acordada até tarde às quartas para assistir a uma aula noturna. Reúna mais informações a fim de determinar se há entre as duas coisas uma relação de causalidade — ou seja, se uma provoca a outra — ou de correlação — se as duas estão relacionadas, mas uma não acarreta na outra. Tome o cuidado de não presumir que a causalidade entre as duas coisas é sempre verdadeira: embora uma aula noturna leve sua amiga a beber mais café no dia seguinte, isso não significa que ela teve aula em todas as noites que antecedem os dias de maior consumo de café.

6- Expanda seu conhecimento. 

Desenvolver a intuição robusta de Holmes demanda aprendizado contínuo: leia livros, assista a documentários, acompanhe o noticiário e junte-se a grupos que ajudem a aprofundar seu conhecimento. Você não precisa de educação formal para aprender coisas novas.

  • Não limite seu campo de estudos. Conhecer a cultura pop parece desnecessário, mas pode ajudá-lo a entender as pessoas ao seu redor, permitindo assim que você se fie mais em sua intuição.
  • O site EdX.org oferece cursos de grandes instituições como Harvard, Berkeley, Georgetown, MIT e outras universidades de prestígio. Você pode escolher entre aprender de graça com os maiores repositórios de conhecimento do mundo, ou pagar uma pequena taxa para retirar um certificado ao final do curso. De qualquer modo, isso será uma grande oportunidade para expandir seu conhecimento.
  • E em sites como o Meetup.com há muitos grupos mantidos pela comunidade, alguns dos quais podem conectá-lo a gente capaz de lhe ensinar novas habilidades. Por exemplo: programar um website, fazer comida indiana, misturar óleos essenciais, entre outras coisas.

7- Relaxe. 

Uma vez que sua mente esteja devidamente treinada, basta relaxar e dar a ela tempo para resolver as questões que a povoam. Sherlock relaxaria tocando música — inspire-se nele e ouça algumas músicas bem relaxantes.

DICAS

Observe tudo, até os detalhes mais insignificantes.

  • Leve em conta todas as fontes de informações, mas julgue quais delas são as mais confiáveis.
  • Leia alguns livros de Sherlock Holmes, que foram escritos por Sir Arthur Conan Doyle.
  • Apesar de ser introvertido, Sherlock Holmes não evita pessoas. Fique por perto da multidão e ouça as conversas — nunca se sabe de onde pode vir uma informação útil!

AVISOS

  • Guarde suas previsões para si até estar certo de que os fatos amparam sua teoria.
  • Não tome decisões apressadas sem analisar toda a informação.

Fontes e citações:

  1. https://www.brainpickings.org/2013/01/07/mastermind-maria-konnikova/
  2. http://www.mindful.org/five-steps-to-mindfulness/
  3. https://psychcentral.com/blog/archives/2012/06/09/7-easy-ways-to-be-mindful-every-day/
  4. http://www.superthinking.co/how-to-think-like-sherlock-holmes/
  5. https://www.psychologytoday.com/blog/shadow-boxing/201301/mind-sherlock-holmes
  6. https://www.psychologytoday.com/blog/shadow-boxing/201301/mind-sherlock-holmes
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