Falso detetive é preso acusado de participar da morte de advogado em Palhoça/SC

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Este seria apenas mais um caso de violência gratuita como tantos outros que acontecem diariamente em todo Brasil. Situações como essa são cada vez mais comuns. Policiais em serviço ou de folga atuando clandestinamente, usando o aparato do Estado para fazer valer a sua própria lei.

Desta vez, vemos a presença de um personagem que aparece na cena do crime, acusado de participação na morte do advogado Roberto Luiz Cardart, e que apesar dos kilometros de distância entre o fato ocorrido e o autor deste blog, incomodou-me em saber que o tal personagem se apresentou para as autoridades locais como detetive particular.

Curioso e bom investigador que sou, não consegui ficar somente na leitura da matéria e resolvi fazer uma pesquisa sobre quem é o tal detetive particular identificado pelo nome de Juliano Cléberson de Campos, que foi preso junto com os outros envolvidos  . Não foi surpresa em descobrir, que nada foi encontrado que comprove ser este cidadão um detetive particular de fato.

Uma pequena busca de informações mostrou que não há nenhuma referência profissional em nome deste suposto detetive, seja na cidade de Palhoça ou em outra região qualquer. Pelo contrário, vinculado ao nome do falso detetive consta diversos registros de processos e antecedentes criminais.

falso detetive

Juliano (E) segurança particular e o PM Vanderlei Bento, investigados na morte do advogado.

Isto tem sido de minha parte uma grande preocupação, uma vez que é sabido que milhares de pessoas espalhadas por esse imenso Brasil possuem e portam algum tipo de documento como carteiras e distintivos de várias cores e modelos, se apresentando como detetive particular em toda e qualquer situação.

Isso ocorre pelo fato da falta de uma legislação específica quanto à profissão de detetive particular.

Como todos nós profissionais sabemos, a profissão de detetive particular ainda não está regulamentada, estando tal regulamentação aguardando aprovação no Senado Federal através do PLC 106/14.

Apesar de estarmos a um passo da regulamentação da profissão, me preocupa o fato do PLC 106/14 em nada discorrer sobre a fiscalização do trabalho deste profissional, o que implicaria não somente na fiscalização da atividade, mas também na liberação de licença para o exercício da profissão. Atualmente o PLC 106/14 se concentrou apenas na área de atuação, formação e qualificação do profissional.

Ao não estabelecer o controle por parte de órgão governamental, seja Polícia Civil ou Polícia Federal, com a responsabilidade da emissão de licença e fiscalização da atividade, ficamos a mercê deste tipo de situação que ocorreu em Palhoça/SC, onde supostos detetives particulares usurpam o nome da profissão para praticar todo tipo de delito.

Como profissional atuante no mercado há mais de 29 anos, sinto-me triste e angustiado ao ler este tipo de noticiário envolvendo a minha profissão de que tanto me orgulho.

Clique aqui e leia a matéria completa sobre o crime.

Fonte: Florianópolis Notícia

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2 Comentários


  1. O melhor mesmo seria a fiscalização, controle e emissão das autorizações pela PF, como fazem atualmente com os vigilantes e empresas de segurança privada, pois a PF já tem toda uma estrutura montada especificamente para esse fim, podendo adaptá-la em pouco tempo e com custo reduzido para acrescentar também a fiscalização das atividades de investigação particular em seu setor “Coordenação Geral de Controle de Segurança Privada – Divisão de Controle Operacional e Fiscalização”.
    Ainda não é tarde, basta sugerir por escrito junto ao Senado pois o projeto de lei 106/014 ainda não foi votado em plenário, e diante de tantas lacunas que foram deixadas no texto original temos que trabalhar para que haja a REGULAMENTAÇÃO da lei, o que será feito somente pelo Poder Executivo após a aprovação do Projeto de Lei. Portanto, apresentem suas ideias…

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  2. A questão é que enquanto nada muda nos deveremos em união vigiar e informar a quem interessar sobre ocorrências envolvendo os chamados maus profissionais em situações de suspeita de crime e desta forma ir limitando a oportunidade de agirem em desfavor da sociedade que precisar do prestador de serviço que labuta dia a dia enfrentando as agruras da vida e ainda tem que aturar o desleal e falso quando não o é péssimo profissional usando a denominação de “detetive particular”.

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